terça-feira, 18 de novembro de 2014

Shirley Espíndola recebe Alvaro Petersen nos estúdios da Radio Difusora Pan Sat

Shirley Espíndola entrevista  Alvaro Petersen


                                                 Ouça a entrevista

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Álvaro Petersen lança CD ‘Sibipiruna’
Gravado no Brasil, França e Bélgica, álbum tem participação de brasileiros como Bocato, Jean Trad e Edmundo Carneiro e, de fora,  Sebastian Motz e Valerie Minsi
 Sibipiruna é uma planta muito comum em cidades paulistas. Nativa da mata atlântica fornece  sombra fresca e floração exuberante, com sua cor amarelo vivo. O nome foi escolhido para intitular o primeiro CD do cantor e compositor paulista Álvaro Petersen, que, a partir da planta criou uma letra de cenário surreal, várias sibipirunas brotando na areia de uma praia. “Gosto de criar situações que só poderiam existir na arte. Por isso uma dos versos diz: “Sibipiruna é uma flor/ Da árvore da minha terra/ Minha casa mora em frente dela”.


Shirley Espíndola e Alvaro Petersen

Apesar de só agora estar lançando o primeiro disco, a batalha de Álvaro na música remonta ao final dos anos 1970, quando ele, ainda adolescente, em Ribeirão Preto, sua cidade natal, fazia parte da turma que tinha também o músico Kiko Zambianchi e o cartunista Glauco (1957-2010). Apesar de não ter parado de compor, se envolveu com outras formas de arte. Por exemplo, era um dos manipuladores de bonecos da série Castelo Ra-tim-bum (1994-1997) da TV Cultura. Teve músicas suas gravadas por Bebeto, Vera Negri e grupo Heartbreakers e parceiros como a cantora Fortuna e Paulo Leminski. Também participou de discos de Hélio Ziskind e Fernando Salém.
“Numa carreira de muitas vertentes de atuação, a música sempre foi minha base criativa e minha grande paixão. Compondo é como me expresso melhor. Este CD marca uma vontade e a coragem de mostrar um pouco dessa minha arte”, fala Álvaro, que estudou arquitetura e cenografia e também é professor universitário de direção de arte.


Entre suas influências, ele cita um caldeirão. Do grupo inglês The Who ao Clube da Esquina, passando por Secos & Molhados, bossa nova, o álbum Transa, de Caetano Veloso, discos de Beto Guedes, James Taylor, Led Zeppelin e Bola de Nieve. “Nos reuníamos numa praça em Ribeirão para trocar idéias, discos, impressões. Foi um tempo muito rico, de descobertas: o Brasil saia da ditadura militar, o movimento punk começava a trazer o ‘essencial’ da música, artistas partiam para lançamentos independentes, enfim, o início de um novo tempo", lembra  Álvaro.
O álbum, que foi gravado no Brasil, França e Bélgica, é produzido por Edmundo Carneiro, percussionista brasileiro radicado na França. Participam músicos como Bocato (trombone) e Jean Trad (guitarra), além da cantora Valerie Minsi (de Paris) e do pianista Sebastian Motz (Bruxelas).
Sempre muito suingado, o CD Sibipiruna traz uma mistura de funk, samba-rock, bossa, reggae e baião, tudo dirigido pelo violão de Álvaro. A poesia vai do lírico como em ‘Morena da praia/ Forma cachoeira/ teus cachos macios morenos/ E sendo um pirata/ Assaltar-te o corpo/ Roubar-te um beijo’ de ‘Morena da Praia’ a ironia de ‘Me dá sossego/ O coração lembrou/ Sonhei não teve jeito/ Saudade atormentou/ Não quero nem pensar/ Quero só te ver de novo/ Pra gente terminar’ de ‘Megera’, passando pela alegria de Fuzuê: ‘Esse cara que debandou/ Na gandaia/ Desatinado coração/ Vem lá do coração da gente/ E termina numa cama boa/ Abraçando esta pele tua/ Com a cabeça cheia de idéias/ E o coração cheio de amor’.


Álvaro Petersen – CD Sibipiruna – R$ 25,00 (em média)

Distribuição Tratore – www.tratore.com.br | ( (11) 3085 1246

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