domingo, 15 de março de 2015

Shirley Espíndola entrevista Léa Freire no Tons do Brasil da Difusora Pan Sat

Léa Freire do Quinteto Vento em Madeira foi a atração do Tons do Brasil

 
 
 
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Opinião da imprensa sobre o Quinteto Instrumental Vento em Madeira:
 
Junção rara de bons talentos em quinteto – Folha de S. Paulo
Improvisa sem perder a delicadezaO Globo
O resultado é irretocável – rigoroso e vigoroso. Villa-Lobos
se orgulharia Jornal ABC Domingo (Porto Alegre)
Na concepção e na execução, um misto de ousadia e bom gostoEstado de Minas
 
O Quinteto Vento em Madeira faz sua primeira apresentações em Jundiaí, no espaço Dodecafônico. Aproveita a ocasião para mostrar inéditas como Pintou um grilo e Ares de bolero, ambas de Léa Freire, que estarão no terceiro álbum do grupo, com previsão de lançamento para este ano.
O Vento é integrado por Léa Freire (flauta), Teco Cardoso (sax e flauta), Tiago Costa (piano), Fernando Demarco (baixo acústico) e Edu Ribeiro (bateria), todos músicos com contribuição inestimável para a nossa arte, aproximado cada vez mais os universos das músicas Popular e Erudita, transcendendo limites e preconceitos. Tem dois discos lançados, Brasiliana (2013) e Quinteto Vento em Madeira (2011), ambos com ótimas críticas de imprensa.
 
 
 
 
O resultado sonoro do grupo vem da prática de músicos que tocam e convivem, como explica Léa: “O Vento está no seu quinto ano, praticamente toda semana nos reunimos, então somos uma família. A ideia original fica mais redonda, vamos descobrindo novas possibilidades, percebendo que, com criatividade, tudo pode. Por exemplo, coisas que antes considerávamos específicas de certos estilos musicais andam surpreendentemente b...em juntas, naquilo que a gente está fazendo”.
Teco Cardoso amplia a observação de Léa: “Em time que esta ganhando… pra que mudar, seguimos a fórmula do primeiro CD, ensaios semanais na casa da Léa, apresentações para amadurecimento do repertório, e depois de um ano, nova temporada com as famílias na deliciosa Fazenda-Estúdio Sollua, com direito à criançada soltando pipas lá fora (que acabaram entrando na capa do disco) enquanto nós nos divertíamos soltando notas lá dentro. De novo, só a antiga parceria com Homero Lotito na gravação e master, e o luxo de mixar em Oslo (Noruega) com Jan Erik Kongshaugh. Resultado, som com a devida transparência necessária aos detalhes de uma música, cada vez mais elaborada. E pra manter a tradição, no show de lançamento já tocaremos uma do próximo CD”.
Léa Freire e Teco Cardoso têm uma parceria musical duradoura e produtiva, iniciada nos anos 70 no CLAM (escola de música do Zimbo Trio), que já rendeu vários frutos. Os mais importantes são o CD Quinteto, resultante da turnê do primeiro CD de Teco, Meu Brasil (1997); CD Cartas Brasileiras (2007) de Léa Freire, com Teco como produtor musical e o álbum Waterbikes (2008) gravado na Dinamarca com o renomado pianista Thomas Clausen, com elogiosas críticas da imprensa. O álbum Cartas Brasileiras acabou tornando-se um panorama da música instrumental paulista contemporânea, envolvendo mais de sessenta músicos em diversas formações.
Como definir a música do Vento em Madeira? É popular mas traz elementos de música erudita. Tem improviso mas sua forma é estruturada, elaborada. Ao mesmo tempo em que valoriza nossa tradição vinda do século passado, aponta para um futuro em que atenção, concentração e responsabilidades serão requeridas. “Estamos procurando um som brasileiro, com desafios, surpresas e espaço para o puro deleite, nosso e do público. Um som com bastante assunto, interessante, que nos faça crescer enquanto músicos e que leve a plateia junto”, diz Léa.
As músicas, todas compostas por integrantes do Quinteto, têm títulos como Felipe na área, Espiral das Pipas, A coisa ficou russa e Brasilianinha, que sugerem leveza, humor, de que Léa não abre mão: “Humor é muito importante, não é sinônimo de superficialidade, pelo contrário, vai fundo na crítica. E ninguém no Vento quer criar regras para nada e nem pra ninguém. Apenas tocamos aquilo que acreditamos”.
 
 

 

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